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Logo mais à tarde!
Eu sei que fiquei devendo essa para vocês na semana passada.
Aqui está a pintura que nosso caro rapaz faz em sua mente, tentando construir o rosto da namorada, e acaba construindo o rosto daquela menina da faculdade.
Vai entender a cabeça da gente…
Pintada digitalmente no Paint Tool SAI.
Olá!
Para quem não me conhece, sou Mario Cau, quadrinista e ilustrador, e um dos autores de Terapia, essa webcomic embalada ao ritmo de Blues…
Se essa é sua primeira visita, seja muito bem-vindo! É um prazer recebê-lo(a) aqui.
Gostaria de falar um pouco sobre a série, em virtude da indicação ao Troféu HQMIX (categoria “Web Quadrinhos”), para quem ainda não nos conhece. Se você é votante e quer conhecer os indicados, aplausos para você! Esperamos que goste do nosso trabalho em Terapia e ficaremos honrados caso considere-nos merecedores do seu voto.
Terapia é uma webcomic, ou seja, uma HQ publicada na internet. Nossa periodicidade é semanal, com atualizações às quartas.
Esse projeto nasceu da vontade dos autores de explorar o universo interno de personagens anônimos, fragmentos de vida embalados ao som do melhor Blues do mundo: o sincero e visceral.
Aliada a isso, a proposta estética é de total liberdade narrativa e criativa, onde as páginas ganham ares experimentais e expressivos de acordo com o que a história pede. Diversas vezes, temos postagens extra, com imagens de bastidores, passo-a-passo, vídeos, comentários, eater eggs, músicas, e por aí vai…
Achamos que a experiência de fazer uma HQ de qualidade na internet precisa ser expandida, ir além da página. Tentamos explorar muitos recursos que enriquecem a leitura, complementam e instigam o leitor a refletir não só sobre a trama, mas sobre sua própria vida.
Acessando este link, você pode ver todas as páginas, separadas por capítulo. Até agora temos 44 páginas, em 4 capítulos.
Temos uma página no Facebook também, e convidamos a acessar e curtir!
E sobre o que é essa HQ? Pois bem, nada melhor que nossa sinopse:
Mesmo com uma vida aparentemente normal para um jovem de uma cidade grande, o personagem central, um rapaz anônimo e como qualquer outro, não se sente feliz. E o fato de não desconfiar o motivo da tristeza que sente apenas aumenta sua angústia. Com vinte e poucos anos, ele estuda e trabalha, tem uma boa família e uma namorada, mas sente-se constantemente deslocado, como se cada momento que vivesse não fizesse parte de sua vida ou apenas servisse para aumentar o número de questões às quais não sabe responder.
Assim, conversando com seu terapeuta, ele passa a questionar diversos aspectos de sua vida e de sua forma de agir, seja explorando situações que enfrenta no presente ou que se recorda ter vivido anos atrás. Nestas consultas, ele expõe suas dúvidas e temores, vasculha sua essência e seus sonhos em busca de um fio condutor que possa ser usado para costurar o que ele sente, vive e deseja. E, em meio a tudo isso se refugia em velhas canções de blues, cujas letras empoeiradas parecem lhe explicar o mundo e a si próprio de uma forma muito mais satisfatória que os acontecimentos reais.
Escrita por Rob Gordon (escritor responsável pelos blogs Championship Vinyl e Championship Chronicles) e Marina Kurcis (estudande de Psicologia e autora do Blog Yellow Submarina), e ilustrada por Mario Cau (autor da ´serie Pieces, NÓS, Burocratia, By the Southern Grace of God e colaborador de civersos projetos, revistas e antologias).
Olá, pessoal!
É com muita satisfação que comunicamos a indicação de Terapia ao Troféu HQMIX!
O prêmio de Quadrinhos e Humor Gráfico mais respeitado do Brasil divulgou na última sexta-feira a lista final dos indicados ao Troféu desse ano, referente à produção de 2011.
Estamos concorrendo na categoria “Web Quadrinhos”!
Você pode conferir a lista completa dos concorrentes no blog oficial do Troféu.
O HQMIX também disponibiliza, para os votantes, a opção “Outro”, caso não concorde com os indicados e prefira dar seu voto a quem não está na cédula. Por isso, deixamos a seguinte sugestão de voto:
Categoria Roteirista Revelação: Marina Kurcis e Rob Gordon
Categoria Desenhista Nacional: Mario Cau
Projeto Editorial: Petisco.org
Ao mesmo tempo, a adaptação da série de HQs Pieces, de Mario Cau, também está concorrendo na categoria “Adaptação para outras mídias”!
Agradecemos de coração à comissão organizadora do HQMIX, e mais ainda, aos nosso leitores, que sempre nos dão incentivo e apoio para continuar produzindo essa HQ que é a menina dos nossos olhos.
Oi, pessoal! Vim aqui mostrar um pouco mais do processo criativo da página de hoje.
Como nas anteriores, usei um papel panamá, mas encorpado, o mesmo que vem como base dos blocos de papel da Canson. Aliás,k é exatamente isso que eu uso: o verso do bloco.
Aqui estão alguns testes que fiz para as primeiras páginas, tentando entender o que funcionaria melhor:

Base de guache branco, e lápis de cor por cima.
Sombra com caneta hidrocor, base com lápis branco e lápis de cor.
Sombras com hidrocor e tentativas com lápis contè e de cor.
Acabei usando hidrocor pras sombras. Usei roxo mesmo, para dar uma compensada na luz alaranjada que viria depois e criar um ambiente mais quente de pôr-do-sol. A ideia de uma sombra densa com uma cor específica é algo que eu queria usar desde que vi a capa de Justiça #1, pelo Alex Ross:

É claro, estilos totalmente diferentes, mas dá pra entender o princípio.
Feito isso, era hora de mandar ver no papel. Fiz um GIFzinho animado para vocês verem as etapas (clique na imagem abaixo para ver a animação).
E, pra fechar, fiquem com recortes das imagens finais, em alta resolução, pra ver de pertinho como ficou:
É isso aí! Espero que tenham gostado.
Essa página foi uma das mais legais que eu já desenhei. Não só pelo conteúdo dramático, linkado às anteriores (e às posteriores, aguardem!), mas pelo jogo de metáforas visuais, algo que eu adoro. Sempre que possível, gosto de trabalhar com essas metáforas nas minhas HQs. Quando chegou neste momento de Terapia, eu sabia que se eu mostrasse nosso personagens na sala, normalmente conversando, o impacto seria bem menor. Surgiu aí a ideia do Rob e da Marina de usar uma tabuleiro gigante, onde o menino estaria inserido.
Essa ideia acabou entrando nas páginas anteriores, como uma preparação para esta. Aqui, não só o rapaz está lá, como as peças do seu “time” também chegam para compor o tabuleiro. E, com a ideia de “peças” chegando, e de que o rapaz se considera um peão num jogo de xadrez, por que não fazer as peças humanizadas?
Já cansamos de ver em filmes, desenhos e games peças de xadrez com formas que remetem a, ou são diretamente ligadas, suas contrapartes “do mundo real”: Reis, Rainhas, cavalos, bispos… Até as torres.
Mas claro que desenhar um Rei, uma Rainha, com uma estética mais próxima do personagem não daria o mesmo impacto. Eu não queria “pessoas”, queria “peças” mesmo. Então veio a ideia de estilizar as peças, usando muito da influência do Mike Mignola, autor de Hellboy. Traço mais duro, sem modulação, feito na caneta. Sombras pretas chapadas e nada de volume ou luz e sombra neles, apesar de o cenário e o rapaz terem.
O mais engraçado é que eu não lembrava que isso tinha sido meio que usado em Harry Potter. Quando fui lembrado disso, a página já estava desenhada e as peças já tinham sido definidas.
Queria deixar um agradecimento especial ao Sr. André, avô da Marina, que, numa tarde preguiçosa de esperas, em que eu comecei a layoutar as páginas do terceiro capítulo, me ensinou várias coisas sobre xadrez, que eu não sabia ou não lembrava, e me ajudou muito a compor toda essa metáfora. Além, claro, de me contar boas histórias no meio disso… À Fran, também, que viu essa ideia e deu bons comentários, inclusive dizendo que eu “precisava trabalhar melhor o cavalo” (e era verdade). E um agradecimento ao Thadeu, grande amigão, que também me deu umas dicas sobre posicionamento de peças…
Outra curiosidade dessa página é que, enquanto eu estava desenhando, a ideia era fazer o menino ser do time branco, e os inimigos, que chegam no último quadro, serem do time preto. Bom, sempre se liga o branco ao bem, o preto ao mal, enfim. Coisas de Darth Vader. Mas como bem lembrado pelo Rob, o time branco sempre dá o primeiro movimento, e esse rapaz não “ataca” primeiro. Ele só reage. Então, seria mais coerente com sua personalidade se fosse do time preto, para “reagir” ao ataque do branco.
Mas quem é o time branco…?
Segue abaixo uma série de estudos, desde o layout da página, até as ideias de como resolver as peças. Sinceramente, eu adoraria ver mais ação com elas, vê-las em mais detalhes. Quem sabe em partidas futuras?

E, claro, não seria muito legal ter um jogo de verdade com peças assim? ;)
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