Oi, pessoal! Finalmente estamos de volta!

As últimas semanas foram INTENSAS. Fui ao FIQ e à CCXP, e foram duas experiências espetaculares. Agradeço de coração a todos que foram lá falar comigo nesses eventos e mostraram seu amor por Terapia. Eu, Rob e Marina ficamos muito gratos pelo apoio e carinho, e, claro, pela paciência de vocês.

Essa página tem algumas sacadinhas que eu queria comentar. A primeira é sobre os glitches e borrões que circulam nosso amigo mendigo (aliás, já sacaram quem ou o quê ele é?). Todas essas formas e aparições provavelmente não foram vistas pelo Garoto, mas sentidas… O que eu mais queria com elas é que parecesse que o mendigo é perturbado, inconstante. Ele, como já disse o Garoto, é uma pincelada fora de lugar, algo que parece não pertencer àquele local. Ou tempo. Ou realidade. Adoraria ver como isso tudo ficaria num filme… Imaginam?

Quando ele conta, especialmente o segundo quadro, quis dar uma impressão de que seu jeito de contar nos dedos é todo bizarro, com dedos dobrados, outros estendidos, mas sem muita lógica. Também seria algo muito legal de ver num filme.

O quadro a lápis do Garoto faz uma ligação com o quadro sobre um dos olhos do mendigo na página anterior. Seria isso um lampejo de lucidez, ou uma contaminação pela loucura? Os dois têm o blues em si, quase impossíveis de conter. Quando o mendigo questiona o suposto sofrimento do Garoto, este responde com uma certa agressividade. Incomodado. Achoque muitas vezes nos sentimos assim, como se nossas dores e sentimentos fossem “fáceis de lidar” para os outros. É complicado julgar o que os outros sentem por dentro, mas parece fácil pra nós, de fora, opinar.

Lá embaixo, enquanto as pessoas fogem da iminente tempestade, uma mulher estende a mão pra ver se já chove. Enquanto isso, o mendigo estica um dos braços pra ela. As duas coisas não têm ligação necessariamente, mas achei interessante colocar isso como uma analogia à figura da Virgem Maria, e sua iconografia clássica de manto azul (vocês sabiam que essa era a cor do seu manto, nas pinturas clássicas, porque o pigmento azul era o mais raro e caro? Era feito a partir da pedra preciosa lápis lazuli, e por isso guardado só para temas e pessoas muito importantes). E também no cânone de sua figura materna, acolhedora, que resgataria essa alma perdida. Na página, a mulher apenas checa se chove, enquanto o mendigo se estica por salvação.

E o corvo…?

Bom, o corvo aparece como um avatar do que aconteceu na encruzilhada, como sinal de mau agouro, maus presságios…  E também porque fica bem legal. Né?

Então, o que estão achando? Não deixem de comentar e compartilhar.

Abraços a Todos!

Mario Cau