Mesmo uma vida aparentemente normal pode esconder a mais profunda infelicidade. E nada mais angustiante que nem sequer desconfiar do verdadeiro motivo de tamanha tristeza.

Um estudante universitário qualquer, em uma cidade qualquer, trabalha, tem uma boa família e namora uma garota legal. Mas se vê constantemente deslocado, em desacordo com tudo o que o cerca, como se cada detalhe e momento de sua vida fosse apenas o combustível que alimenta suas dúvidas, afogando-se em um infinito de questões para as quais não tem as respostas.

Contudo, na sala de seu terapeuta, passa a explorar seu presente, mergulhando fundo em recordações nebulosas. E, ao expor suas inseguranças e temores, vasculha sua essência e seus sonhos mais ocultos, em busca de um fio condutor que, se puxado, possa ser usado para costurar novamente o seu “eu”.

Enquanto constrói e desconstrói tudo o que sente, vive e deseja, refugia-se em velhas canções de blues, cujas letras empoeiradas parecem explicar o mundo (e a si mesmo) de forma muito mais satisfatória.

CITAÇÃO:

“Às vezes, uma obra pode ser um tipo de terapia para seus criadores. E, se tivermos sorte, ela pode trazer algo de útil aos seus leitores. Terapia é a história de uma pessoa que procura paz e equilíbrio na busca de suas paixões, E, nesse caminho, nos convida a abrir também as nossas próprias portas.” – David Mack (Kabuki, Demolidor)