Eu sei que esta página tem ficado abandonada, a última história publicada parou faz 3 anos, puxa, assim não dá, né?

Então vejamos.

Em 2018 o DEMETRIUS DANTE completa 10 anos, começou no zine Subterrâneo, quase ninguém tem essas edições porque a tiragem era muito baixa, migrou aqui para o Petisco, onde alcançou mais gente, apareceu em uma revista aqui outra ali até finalmente ganhar seu gibi próprio em 2015, dois anos depois ganhou um volume 2.

Nasceu descaradamente inspirado em Dylan Dog, DD entenderam?… e também em Hellboy, sou fanzaço do Mike Mignola, mas aos poucos ganhou um background próprio, muito por conta da enorme contribuição do Cadu Simões, introduzindo personagens e elementos ao universo demetriano. Além do Cadu outras pessoas se encantaram e vieram fazer parte da brincadeira, e cada uma delas adicionou um aspecto novo ao personagem. Alex Mir, Ana Recalde e Felipe Meyer seguiram a premissa inicial das lendas urbanas e sobrenaturalidades, dando seus toques pessoais. Mônica Lan acrescentou uma nova e instigante personagem e levou o DD a transitar por um mundo filosófico e científico. Lillo Parra fez a irmã do DD protagonizar uma história com toques de realismo fantástico.

Pelo meu lado também escrevi uma e outra história e na arte abandonei o visual estereotipado de detetive, Demetrius não usa mais sobretudo e blusa cacharrel, hoje vemos ele bem à vontade de camisa, calça jeans, tênis, no máximo um blazer para o pouco inverno que temos aqui em sampa. A cidade de São Paulo foi outro elemento incorporado com mais vigor nas histórias recentes.

Todas estas coisas se mostraram essenciais e sem elas o personagem e sua mitologia pessoal não teriam evoluído.

Agora a história que está aí há três anos… sim ela terá continuidade, neste momento as 10 páginas finais já estão esboçadas, quando vocês vão poder ler? Não vou prometer nada!

Por enquanto, só posso dizer que estou comemorando estes 10 anos e deixo meu agradecimento a todos que de algum jeito se envolveram com o universo do DD e com seu talento enriqueceram ainda mais suas histórias.

Vida longa ao “detetive do absurdo”!!!