Oi, pessoal! Chegamos à página final do Capítulo 9… Mais uma vez embalados por “Love in Vain”, um dos maiores clássicos do Blues.

Nessa página, quis ressaltar algumas coisas. As sombras no corredor e no rosto do Garoto são azuis, para deixar a cena toda mais fria. Já na rua, a sombra volta a ser predominantemente roxa, dando um ar mais aquecido, combinando com aquele clima de outono.

Falando em outono, as folhas caindo e conduzindo pelos três últimos quadros estão lá para lembrar que os ciclos vêm e vão. Começos e finais vêm e vão, e claro, todo final é também um novo começo. Nossa querida Namorada sai de cena bastante magoada, mas, com certeza, a estrada à frente lhe reserva muita coisa; e os galhos no último quadro, sólidos enquanto ela está se desfazendo em aquarela, são um pouco disso. Veja que eles conduzem para a direita, e narrativamente falando, esse é sempre o sentido da evolução.

Uma outra coisa que quis com as cores foi mostrar que o cenário que ela deixa para trás (o prédio onde o Garoto mora e a vizinhança toda) lentamente se desfazem. Não quero dizer com isso que a memória se perde imediatamente, mas as coisas vão se tornando mais e mais etéreas. Algumas coisas ficam guardadas pra sempre, mas outras vão se desvanecendo…

Agora, um teaser pra vocês…  A próxima página a entrar no ar não a página 13, nossa clássica página de intervalo. Algo me diz que será bem legal. Aguardem!

PS: Amanhã embarco para Curitiba, onde participo como convidado da Gibicon! Espero poder ver todos nosso leitores da cidade por aí!