BAM!

E aqui está. Página 50, galera. 50! Quem diria, hein?

Como escrevi no meu blog ontem, nem parece que já faz mais de 1 ano que começamos a acompanhar esse rapaz, seus dilemas e seus blues. Tem sido uma jornada deliciosa. E só melhora.

Agora sobre a página:

Aposto que ninguém esperava esse resultado, né? Pelos comentários na página anterior, parece que todo mundo esperava que o rapaz fosse de fato ficar com a menina da faculdade.

Lembram que eu não quis dar minha opinião sobre o sorriso dele?

Bom, EU acho o seguinte: A frase do terapeuta finalmente coloca uma certeza pra ele. Põe frente a frente o que ele tem construído com sua namorada, valores reais, sentimentos sólidos, com a fantasia e deslumbre criados pela menina que curte blues. Aquele sorriso é mais um tipo de “Ah, é, você tem razão. E tava na minha cara o tempo todo” ou algo assim.

Claro, sei que Rob e Marina têm suas versões também, e posso confessar uma coisa?

No roteiro original, não havia diálogos definidos para a página anterior e para as seguintes. Como eu achei que era essa a ideia, dei uma mexida nas frases da página 48, joguei o comentário do terapeuta pra página 49, para termos essa “pausa” com o rapaz.

Quando mandei os esboços pros queridos escritores, o Rob sugeriu uma frase pro menino dizer naquele momento. Eu e a Marina acabamos convencendo-o de que a cena era muito mais interessante (e intrigante, espero), se ele simplesmente respondesse com aquele sorriso sem definição.

E depois conversamos sobre a página de hoje, que também teve um diálogo sugerido após a entrega do lápis da página. Que eu combati, mais uma vez, veemente. Acho até que cheguei a ser insistente com o Rob e a Marina, e por isso peço desculpas, ehehe.
Não costumo interferir muito no roteiro, mas dessa vez, achei que de fato essa página tinha que ser totalmente muda.

Não sabemos o que o rapaz disse exatamente, só que ele fala sobre a namorada. Não sabemos se ele queria beijar a menina e depois desiste ou se foi surpreendido por ela. Não sabemos o que (ou se) a menina responde antes de ir embora. Não sabemos exatamente por que isso a magoa tanto.

E essa é a grande graça, ao meu ver. Como contador de histórias visuais, às vezes o silêncio fala muito alto, e mais que isso, deixa aquelas lacunas pro leitor imaginar, que eu adoro.

Por isso, mais uma vez, agradecemos de coração aos comentários dos últimos dias, principalmente a participação de vocês na página anterior com o sorriso.

Sintam-se sempre convidados a opinar, refletir, filosofar, nos comentários. Essa página, por exemplo… o que te diz?

Ah!

Lembra que comentei que conversamos também sobre a última página?

É, mas vocês só vão saber o que, e como isso mexeu com a arte, semana que vem, no fechamento desse capítulo.

Até lá, um abração em nome da equipe!